Laffa

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Brincalhão, Caretão, Chato, Educado, Inteligente, ( nem tanto, por que dói ! ) Simpático ( Depois de três garrafas de vinho, é claro !) Bom ouvinte, Falo quando pedem ( pois nem sempre querem ouvir a verdade ! ) Enfim, este sou eu... ... baguá mor.

domingo, 30 de agosto de 2009

Diario de um solitário


Em mais uma manhã fria de inverno,
Custo a levantar da cama quentinha,
Mais cinco minutinhos, não mata!

Quase meia hora depois,...
Pulo assustado e para variar atrasado.
Sou obrigado pelo dever imposto do trabalho,
A tomar um banho de gato,
E outro banho de creme e perfume.

Moro num aperta mento de pouco mais de sessenta metros.
Numa região muito bacana e super arborizada desta imensa cidade.
Aqui em casa somos:
Eu,
Deus,
E meu fiel companheiro de solidão, Will.
Um yorke Shire pequeno,
Que é só pelos, lambidas e carinho,
Adotei-o por livre espontânea imposição de minha irmã,
Que se mudou para Londres a fim de estudar.

Passo pela cozinha apenas para pegar uma banana.
Na sala pego minha mochila,
E as parafernálias da vida moderna:
Celular,
Carregador de bateria,
Mp3,
Note book,
Bolacha recheada de chocolate ( pois ninguém é de ferro ! )
E meu capacete.
Sou meio maníaco por pedalar.
E vou todos os dias ( quando não chove, é claro ! ) para o serviço de bicicleta.

Algo que se apenas um terço das pessoas praticassem,
Faria uma gigantesca diferença ao nosso dia a dia
O meio ambiente agradeceria,
E acima de tudo a própria saúde.

Pedalo olhando em volta,
Nada é igual,
Em nenhum dia.

Sou mais um dentro de uma grande multinacional,
Que mais parece um formigueiro.
Estaciono minha bike entre a imensidão de carros.
Aposto que diminuiria pela metade se usassem o bom senso da boa e velha carona amiga.

Mas numa cidade aonde os donos de restaurantes,
Tem que colocar plaquinhas nas paredes,
Tipo:
“Seja educado, divida sua mesa!”

Imagina então,
Dar uma carona amiga?
Comedia da vida moderna na grande megalópole !

Pode ate ser vizinhos,
Mas fazem questão de vim cada um com seu carro.
Ai ai ai...

E o mais estranho,
As pessoas em sua grande maioria,
Somente se olham uma única vez,
e dizem como por obrigação:
- Bom dia !
E voltando cada um a olhar para sua paisagem.

O importante é que os bons,
Não se deixem contaminar.

Já na minha mesa,
Ou melhor, célula
Olho a minha frente,
Que por falta de um,
Tenho duas telas de computador para controlar-me.
Será que não são elas que nos comandam?
Serviço e mais serviço sem jamais cessar.
Uma rotina diária de segunda a sexta-feira.

Rotina?
Algo que se pararmos para analisar,
De todos os pontos de vista,
É o inicio da doença moderna,
Chamada: Estresse
E se brincar da silenciosa depressão!
Na mais profunda linha Freudiana.

Trabalho,
Casa,
Solidão,
Cinema,
Algum tipo de diversão...
Que a cada dia,
Torna-se mais e mais só.

A grande ilusão do presente,
Chama-se internet.
Válvula de escape para o mundo das maravilhas.
Aonde podemos ser quem quisermos,
numa sala qualquer de bate papo,
Como você é fisicamente?
Magro,
Corpo atlético,
Vinte anos,
Inteligente,
Romântico,
Fiel,
E por ai vai até onde sua imaginação quiser...

Enfim,
Viva essa vida moderna,
Do glorioso século vinte e um !
Só por curiosidade,
Tem como parar esse bonde que quero descer?

Um comentário:

Robson disse...

Adorei seu texto...Simplismente verdadeiro... não dava pra parar de ler!